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07Outubro de 2019

Como se Organizar Financeiramente para Mudar de Trabalho ou Fazer Transição de Carreira

Quando se almeja pela mudança/transição, o “fôlego” financeiro é primordial.

 Como se Organizar Financeiramente para Mudar de Trabalho ou Fazer Transição de Carreira

Eis um ponto crucial para realizar a mudança de trabalho e/ou transição de carreira: Organização/Planejamento Financeiro.

 

Quando se almeja pela mudança/transição, o “fôlego” financeiro é primordial para que não seja necessário impactar no padrão de vida. No mais, também traz segurança e evita que o profissional seja acometido por ansiedade e/ou frustração durante o processo, possibilitando-lhe fazer escolhas assertivas e alinhadas aos objetivos, e não por necessidade.

 

Acontece que nem sempre os profissionais se preparam para esta fase ou sequer se imaginaram passando por ela em algum momento da carreira, e de repente encontram-se desmotivados na profissão, mas atados por dependerem do salário para subsistência.

 

Mas o importante é saber que nunca é tarde e que sim, sempre é possível iniciar o processo de organização financeira para atingir os objetivos.

Então, confira agora 05 DICAS PRÁTICAS para auxiliar nesse sentido:

 

1ª) Focar 100% em autoconhecimento. Conhecer a si mesmo, tanto em relação aos valores de carreira, quanto ao perfil e propósito de vida, é o ponto de partida.

Para que a mudança/transição seja satisfatória, é primordial alinhar perfil e objetivos com as oportunidades pretendidas.

Essa conscientização possibilita colocar na “balança” aquilo que é importante e que não se pode abrir mão e quais são as variáveis que influenciam na motivação e no bom desempenho do profissional, para que este consiga realizar uma mudança que seja sustentável no médio/longo prazo.

 

Pra começar: “Saber quem se é, O que verdadeiramente se quer e Aonde se quer chegar”, são os propulsores da mudança/transição e necessários para traçar o caminho a ser percorrido.

 

2ª) Definir motivos de mudança de carreira e avaliá-los bem. Isso traz clareza e permite que as decisões sejam tomadas com base em motivos internos (ex.: paixão, vontade, perfil, propósito, legado) e jamais em motivos externos (ex: salário, localização do trabalho, proposta de um ex-chefe porque a contratação faz sentido pra ele, zona de conforto).

 

Aliás pesar os fatores internos X externos na hora da escolha é fundamental, já que o objetivo é que a mudança seja sustentável no médio/longo prazo, pois quando se toma uma decisão com base em fatores externos, a tendência é não dar certo.

 

Defina e avalie bem os motivos que te fizeram concluir pela necessidade de mudança, para que a decisão seja tomada com base em quem se é e no que realmente faz sentido (outro link com o autoconhecimento).

 

3º Dica: Reflita e Reavalie/Reanalise Gastos essenciais X Gastos supérfluos. Liste todos os gastos atuais, definindo-se o que é essencial e o que é supérfluo.

Depois de elencar os gastos, uma dica é ter visão do que realmente faz sentido continuar gastando, criar uma lista e estruturar um plano de ação para fazer os cortes necessários e as mudanças a partir dos gastos que se tem. Aqui, quanto aos gastos essenciais, vale reanalisar e reavaliar considerando a possibilidade de uma melhor relação “Custo X Benefício” (ex: alterar um plano de internet, cortar um gasto de algo que se utiliza pouco ou sequer se utiliza, etc).

 

Em relação aos gastos supérfluos, aqui que “mora” a atenção principal: Perceber o que motiva o gasto com os supérfluos. Geralmente, quando uma pessoa está insatisfeita na carreira ou com algo na vida, tende a gastar mais dinheiro pra preencher um vazio interno que sente.

 

Então, o ideal é que haja uma reflexão em relação a essa postura para que se deixe de gastar toda vez que sentir esse vazio, sabendo que ele vem de uma falta de propósito/sentido diante de algo se tem/ou não se tem na vida naquele exato momento.

 

É preciso ter essa consciência, por exemplo: quando for comprar algo no impulso, questionar-se: Isso é realmente importante? Esse gasto é essencial para o que eu tenho agora? Por que que eu estou comprando isso? O que me move a gastar isso e por que que eu estou fazendo essa compra? Muitas vezes, a resposta alcançada será uma ausência, um vazio interno, uma insatisfação pessoal, exatamente por se estar fora do real propósito.

 

Pensar que quanto mais gastar com o que não é essencial, mais longe estará do objetivo, acredite, garante uma boa economia financeira.

 

4º Dica: Pense sempre antes de gastar. A reflexão está exatamente nesse ponto: ter sempre consciência dos gastos para que o dinheiro seja valorizado e utilizado com coerência, de forma a conseguir guardá-lo e não permanecer na dependência financeira de um emprego que não mais satisfaça seus objetivos.

 

Sempre quando for ter algum gasto, pensar antes: O que é que me move a ter esse gasto? Ele é realmente necessário? Uma dica é sempre esperar até o dia seguinte para fazer uma compra, isso evita impulsos e permite analisar se a compra é realmente essencial, primordial e necessária.

 

5ª Dica: Avaliar o próximo passo da carreira X custo de vida. É importante perceber se o próximo passo de carreira envolve um ganho imediato ou se vai demorar um pouco mais para se obter o ganho. Com base nisso será possível avaliar o seu real “custo de vida”, ou seja: quais contas que tem pra pagar, quais são os valores mensais de gastos básicos para sobreviver, qual o fluxo de entrada de dinheiro que terá nesta mudança e por quanto tempo é necessário ter uma reserva. Todas essas variáveis devem ser consideradas para o planejamento financeiro.

 

Fazer esse “balanço” de “custo de vida” é primordial para se preparar o “fôlego” financeiro necessário. Além do mais, ele traz segurança, que permite evitar de aceitar oportunidades por desespero, influenciado totalmente por motivos externos e que, via de regra, acabarão não dando certo já que o profissional acabará trocando “seis por meia dúzia” ou optando por algo que não lhe faça sentido.

 

Uma sugestão é contratar um planner financeiro para auxiliar nesse processo. Depois, ainda, é válido pesquisar investimentos que sejam mais rentáveis (mais que a poupança, no caso) e sem riscos, para que se consiga guardar um valor por mês, por exemplo, com maior rentabilidade e retorno.

 

Lembre-se: Se há organização/planejamento financeiro, haverá tranquilidade e um tempo maior para conseguir e poder escolher a proposta mais alinhada com o real objetivo/propósito, garantindo o sucesso na fase de mudança/transição.

 

Um abraço a todos.

Paula Dias